Grupo I
A
1. Na primeira estrofe, o sujeito poético apresenta a Ilha dos Amores como o prémio devido aos marinheiros pelos feitos praticados/cometidos, enquanto na segunda associa a atribuição desse prémio a um percurso de virtude que deve ser seguido por quem o quer alcançar. Na terceira estrofe, o sujeito lírico apresenta os deuses como humanos que cometeram feitos de grande valor e que, por isso, foram premiados com a imortalidade.
2. A "Fama" surge, de facto, associada ao processo de imortalidade dos heróis, pois é através dela que os «varões» ascendem ao «estelante Olimpo», em razão das suas «obras valerosas» e do «trabalho imenso». Por outro lado, a "Fama", considerada no texto uma «trombeta de obras tais», dá a conhecer os feitos praticados pelos heróis («feitos imortais e soberanos»). Além disso, é a "Fama", ainda enquanto «trombeta», que confere imortalidade aos seres humanos atribuindo e perpetuando os seus nomes («Lhe deu no Mundo nomes tão estranhos / De Deuses, Semideuses, Imortais, / Indígetes, Heróicos e de Magnos»).
3. A apóstrofe presente na estrofe 92 é a seguinte: «(...) ó vós que as famas estimais, (...)» - verso 29. Através dela, o sujeito poético dirige-se directamente aos portugueses, chamando-os à atenção para a necessidade de despertarem do «ócio ignavo», isto é, da preguiça, da passividade, da apatia. Só assim lhes será possível alcançar a "Fama" («Se quiserdes no mundo ser tamanhos, / Despertai já do sono do ócio ignavo, / Que o ânimo, de livre, faz escravo.»).
4. Ambas as formas verbais encontram-se no modo imperativo e contribuem para o reforço do apelo iniciado pelo sujeito poético na estrofe 92, apontando a necessidade de os portugueses abandonarem o ócio, a passividade, e recusarem/abrandarem a ambição desmedida e a tirania («E ponde na cobiça um freio duro, / E na ambição também...»). Neste caso, as formas verbais não exprimem, propriamente, uma ordem, como é tradicional naquele modo verbal, mas sobretudo um apelo.
B
O comentário deveria fazer referência a alguns dos seguintes aspectos tratados n'Os Lusíadas:
- Episódio do Velho do Restelo: a condenação da aventura marítima movida pelo desejo de glória e de imortalidade, pela ambição e pela vaidade; a enumeração das consequências desse aventureirismo (as mortes, os perigos, as tormentas, a destruição da família, a ruína económica do reino...);
- Considerações pessoais do Poeta: a crítica ao ócio, à cobiça, à tirania, à decadência da Pátria, ao dinheiro - fonte de corrupção e traição -, ao desprezo a que os portugueses votaram as Armas e as Letras, ao luxo e requintes desmedidos e supérfluos, ao parasistismo, etc.
Grupo II
1 - C;
2 - A;
3 - B;
4 - C;
5 - D;
6 - B;
7:
- 1 - H;
- 2 - A;
- 3 - C;
- 4 - G;
- 5 - F.