sexta-feira, 29 de maio de 2009

Resumo - Cap. XV

Scarlatti regressa frequentamente a S. Sebastião da Pedreira e, enquanto os trabalhos decorrem, no meio de grande confusão e ruído, toca o seu cravo.
Por essa altura, Lisboa é acometida de um surto de varíola, causado por uma nau vinda do Brasil. É a oportunidade que o padre esperava. Com efeito, pede a Blimunda que se desloque à cidade e recolha as vontades dos moribundos. Finda a epidemia, constata-se que recolheu duas mil vontades, tendo ficado gravemente doente pelo esforço desenvolvido e só sendo curada pela música do cravo de Scarlatti, que, após a cura, passa a vê-la todos os dias.
Certo dia, Baltasar e Blimunda deslocam-se a Lisboa e deparam com o padre Bartolomeu bastante doente, com destaque para a sua magreza e palidez, parecendo recear algo ou alguém.

Resumo - Cap. XIV

O padre Bartolomeu regressa doutor em cânones, passando a ser visto na casa de uma viúva. Enquanto isso, D. João V manda vir de Itália o maestro barroco Domenico Scarlatti, para dar aulas de música à infanta D. Maria Bárbara. O maestro e o padre conhecem-se e tornam-se amigos, pois partilham as mesmas ideias e os mesmos sonhos. Assim, Bartolomeu leva Scarlatti a S. Sebastião da Pedreira e apresenta-lhe Baltasar e Blimunda («Vénus e Vulcano») e mostra-lhe a passarola.
Uma referência do padre Bartolomeu permite-nos verificar que, desde o início da acção, decorreram, nove anos. Com efeito, o visionário diz a Scarlatti que ele e Baltasar têm ambos 35 anos (no início, este tinha 26).
Conhecida a passarola, o músico retira-se, com a promessa de regressar e trazer o cravo, que tocará enquanto Blimunda e Baltasar trabalham. O padre por lá se mantém, praticando o sermão que está para pregar, sobre a unidade de Deus. Durante a noite, permanece no pátio, tomado por tentações.